Sexting http://sexting.blogosfera.uol.com.br Felipe Germano é jornalista que escreve sobre Comportamento Humano, Saúde, Tecnologia e Cultura Pop. Fri, 10 Jul 2020 17:26:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=4.7.2 Se você transar com um robô, será traição? Quem está com você discorda http://sexting.blogosfera.uol.com.br/2020/07/09/se-voce-transar-com-um-robo-sera-traicao-quem-esta-com-voce-discorda/ http://sexting.blogosfera.uol.com.br/2020/07/09/se-voce-transar-com-um-robo-sera-traicao-quem-esta-com-voce-discorda/#respond Thu, 09 Jul 2020 07:00:45 +0000 http://sexting.blogosfera.uol.com.br/?p=937

Michael Prewett / Unsplash

Os dois estão em um quarto de motel. Ela sentada na cama, claramente incomodada com a situação. O homem então se agacha. Olha nos olhos dela e pergunta:

O que está acontecendo? É sua primeira vez?
Com alguém como você…sim. – ela responde.

Ele é um robô.

A cena é de “A.I.: Inteligência Artificial” (dirigido em 2001, por Steven Spielberg). E o intérprete do amante cibernético é Jude Law. Não um Jude Law pintado de prata, com engrenagens aparentes, fazendo “bip” entre uma frase e outra. Só um Jude Law, com roupas comuns e um topetinho questionável. Em Hollywood, sexo com robôs perfeitos já acontece há tempos.

Na vida real, no entanto, a coisa é um pouco diferente. Os robôs sexuais existem, definitivamente, mas eles ainda estão longe de serem realistas. As máquinas até falam, mas as frases são truncadas. Outras juram que conseguem bancar uma expressão facial, mas a execução ainda lembra um pouco um manequim.

A ideia é que no futuro as coisas se aperfeiçoem até que tenhamos um Jude Law (ou qualquer uma das robôs de WestWorld, se preferir) na nossa própria cama.

Mas, e quando isso acontecer?

Transar com um máquina será traição? A pessoa que está com você considerará uma pulada de cerca ou um tempinho com um sextoy?

Definitivamente não será traição, e as parceiras levarão isso na boa! É o que acham a maioria dos homens. Bom, eles estão errados.

Cena de “AI: Inteligencia artificial” (Divulgação/ Warner)

Um estudo feito pela Universidade de Bergen, na Noruega, se propôs a investigar exatamente isso. Imaginando um cenário, em 2035, onde robôs futuristas são altamente realistas e podem suprir todos os desejos sexuais de seu usuário.

A pesquisa então convocou 277 pessoas (163 homens e 114 mulheres) em sua maioria heterossexuais (90% hetero, 2% homo e 8% não se identificou) e pediu para eles se imaginarem nesse mundo.

Depois fizeram algumas perguntas:

  • Você se incomodaria se seu/sua parceira/o usasse?
  • Acha que a sua metade da laranja ficaria incomodada caso você usasse?
  • Você sentiria algum tipo de ciúmes?

As respostas mostraram que, enquanto a maioria dos homens acreditava que suas parceiras não se incomodariam com o uso, a maior parte das mulheres cravou que, sim, não gostaria de ter um namorado ou marido que usasse a máquina.

As meninas, por outro lado, tinham certeza que seus parceiros ficariam incomodados se elas dividissem a cama com um robô. A maior parte dos caras, no entanto, jurou que não se incomodariam com a situação.

Não ligariam de saber que a esposa dormiria com uma réplica do Jude Law? Pelo jeito o machismo vai dar uma diminuída até 2035…

De qualquer forma, de acordo com o estudo, tanto homens quanto mulheres erraram na hora de imaginar como o sexo oposto encararia uma transa robótica.

“Nossa maior limitação aqui é o fato de ser uma questão hipotética, então é difícil que os participantes sejam precisos em como se sentiriam”, afirma Mads Nordmo Arnestad, autor da pesquisa.

Ou seja, tudo é um grande exercício de imaginação, mas que traz algumas impressões sobre como humanos se relacionam hoje. A maior delas, com certeza, é a falta de diálogo. Converse com seu parceiro. Não espere mais 15 anos para isso.

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Prove que você é você: como conseguir um selo de verificado no Tinder http://sexting.blogosfera.uol.com.br/2020/07/02/prove-que-voce-e-voce-como-conseguir-um-selo-de-verificado-no-tinder/ http://sexting.blogosfera.uol.com.br/2020/07/02/prove-que-voce-e-voce-como-conseguir-um-selo-de-verificado-no-tinder/#respond Thu, 02 Jul 2020 07:00:22 +0000 http://sexting.blogosfera.uol.com.br/?p=925

Montagem / Tinder e Canvas

Instagram, Facebook, Tik Tok, qualquer que seja a rede social, há sempre um item cobiçadíssimo entre os usuários mais assíduos. Um pequeno amontoado de pixels azuis, localizados ali, logo do lado do nome do usuário. É o selo de verificação.

Com o objetivo de simplesmente validar que aquele perfil corresponde, de fato, à pessoa da foto o selinho de verificado se tornou uma espécie de validação da importância.

A redes tendem a não dedicar tempo, dinheiro e tecnologia para verificar todos seus usuários. Preferiram focar nas celebridades (que têm poder para processar até mesmo as gigantes de tec, caso terceiros se passem por elas). Afinal, ninguém liga se é, de fato, o fulaninho que está postando memes para seus amigos, certo? Bom, depende.

Em redes sociais de encontros, como o Tinder, a certeza de que a identidade daquela pessoa é real é absolutamente crucial. Sem ela, você pode se expor a riscos offline – encontrando completos desconhecidos na rua – ou online – com fotos calientes sendo vazadas por anônimos.

O Tinder, então, resolveu utilizar os selinhos verificados para diminuir esses riscos. Com uma bela ajuda de algoritmos para facilitar o processo todo.

Quer ganhar o selinho? É só segui o passo a passo:

Como ganhar seu selo de verificação:

1- Abra o Tinder e toque no ícone do seu perfil

2- Ao lado do seu nome, o símbolo de verificação aparecerá em cinza claro, toque nele.

3- O aviso abaixo aparecerá, clique “Seguinte”

4- Outro aviso será exibido, você pode vê-lo abaixo.

Este é mais interessante, explica como o processo funcionará: diferentemente da maioria das outras redes, o processo de verificação é baseado em algoritmos; não humanos. Inteligência artificial compara as fotos de seu perfil com imagens tiradas na hora pela câmera do seu aparelho. Isso poupa dinheiro, possibilitando que a ferramenta não se limite às celebridades.

Toque em “Verificar”.

Divulgação

5- Um modelo aparecerá fazendo uma pose muito específica. Imite-o e tire uma foto.

Divulgação / Tinder

Caso a pose não fique parecida, tire-a novamente.

6- Outra foto aparecerá, siga o mestre e imite a pose novamente.

Sua foto irá para uma análise do sistema. Automaticamente um reloginho verde aparecerá no local onde o selinho de verificado pipocará. Após algumas horas, ele será substituído pelo selo definitivo.

Fácil assim.

Já dá para tirar uma onda falando que tem um selinho no Tinder e, mais importante ainda, dá para saber que a pessoa com quem você está conversando é real. Finalmente, um match de verdade.

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Rede social erótica oferece sexo virtual em troca de roupas de ex http://sexting.blogosfera.uol.com.br/2020/06/25/rede-social-erotica-oferece-sexo-virtual-em-troca-de-roupas-de-ex/ http://sexting.blogosfera.uol.com.br/2020/06/25/rede-social-erotica-oferece-sexo-virtual-em-troca-de-roupas-de-ex/#respond Thu, 25 Jun 2020 07:00:37 +0000 http://sexting.blogosfera.uol.com.br/?p=915

Oliver Engel / Unsplash

Semana passada contei aqui: uma a cada cinco pessoas procurou o ex durante a quarentena. É um baita dado – e que amarra outro questionamento: essas outras quatro em cada cinco pessoas, que não procuraram o passado, como lidam com as lembranças dos amores antigos?

Bom, parte deles está definitivamente aproveitando a solteirice pandêmica. E, de quebra, se livrando daqueles souvenires do relacionamento que andaram ocupando o armário.

Um site está oferecendo convites para orgias online, e chamadas de vídeo calientes para quem resolver doar as roupas de seus ex que estão largadas pela sua casa. Dois coelhos numa clicada só?

A iniciativa é do AdultFriendFinder, rede social erótica que se propõe a unir pessoas que estão a fim de agitar a vida sexual. Há um ano isso significava que era um ponto de encontro para pessoas que queriam transar. No mundo pós-covid, no entanto, a situação toda ganhou contornos mais digitais: os shows eróticos por vídeo, que já aconteciam, se tornaram um dos principais destaques da ferramenta, e as já famosas orgias por teleconferência ganharam espaço.

A plataforma é gratuita, mas tem limitações para quem não quer gastar nada. Para conseguir acesso a todos os serviços, como ver o perfil completo de quem você conhecer nas orgias, ou mandar mensagens para outros usuários, é necessário assinar um serviço premium, chamado de “Associação Ouro”. O valor de contratação é de R$ 39,95 para quem o quer por um mês ou em três parcelas de R$25,95 no pacote trimestral.

É aí que entram as peças dos antigos pombinhos.

Markus Spiske / Unsplash

“Algum ex deixou os pertences para trás e você quer se livrar delas? Doe as roupas indesejadas para a caridade, e te recompensaremos com um mês gratuito de associação ouro”, afirma o comunicado.

O anúncio oficial afirma que, para conseguir o benefício, é apenas necessário enviar o comprovante da doação para o e-mail offers@ffn.com, que a assinatura premium será creditada.

As roupas não precisam ser necessariamente do seu antigo amor, a própria plataforma também sugere a doação daqueles “moletons que você não aguenta mais”. A ideia de se livrar das coisas do ex é só para te ajudar a se livrar daquela lembrança mal resolvida e, olha só, ainda dar uma mão para quem está precisando de roupas.

Mas talvez, na hora da doação, bata aquela saudade e você resolva dar uma ligadinha pro ex, para ver como as coisas estão. Tudo certo também. Ouvi falar que a cada cinco pessoas, pelo menos uma fez isso durante a quarentena…

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“Tá isolado aí?”: O que as pessoas alegam para procurar o ex na quarentena http://sexting.blogosfera.uol.com.br/2020/06/18/ta-isolado-ai-o-que-as-pessoas-alegam-para-procurar-o-ex-na-quarentena/ http://sexting.blogosfera.uol.com.br/2020/06/18/ta-isolado-ai-o-que-as-pessoas-alegam-para-procurar-o-ex-na-quarentena/#respond Thu, 18 Jun 2020 07:00:17 +0000 http://sexting.blogosfera.uol.com.br/?p=902

Brittani Burns/ Unsplash

O termo “ex” vem do latim. As duas letrinhas, em sua origem, expressam o movimento de sair, ir para fora. Ex-namorado, então dá essa ideia de um amante que saiu da sua vida. Tão explicativo quanto irônico: um novo estudo está mostrando que pessoas estão procurando seus e suas ex justamente agora – que não podem sair, ir para fora.

Uma pesquisa feita pelo Instituto Kinsey, centro de pesquisas sexuais da Universidade de Indiana, revelou que a cada cinco pessoas, uma procurou o/a ex durante a quarentena.

Para chegar à conclusão, o estudo foi feito (remotamente) com 1.559 pessoas lá no começo da quarentena, entre 21 de março de 14 de abril. O resultado traçou alguns dos comportamentos que confinados tiveram com seus antigos pombinhos.

De acordo com a pesquisa, 28% dos solteiros mandaram algum tipo de mensagem para, pelo menos, um ex.

Não é de se espantar. Durante a quarentena não faltaram casos de pessoas que viram ali, no ex, uma chance de suportar um pouco melhor o caos pandêmico. Teve gente querendo voltar namoro em meio ao corona, e até mesmo um aumento na galera que acabou sonhando com amores passados.

As mensagens, no entanto, não são exclusivas de quem está livre, leve e solta. A pesquisa ainda mostrou que 13% das pessoas que estão em relacionamentos também contactaram o passado durante o isolamento – isso, no entanto, mostrou que o teor do texto não necessariamente era sexual ou romântico.

Kelly Sikkema / Unsplash

“O motivo mais comum – independentemente do status atual do relacionamento – era simplesmente dar uma olhada neles. Especificamente, eles geralmente queriam garantir que seu ex estivesse seguro e saudável ou ver como eles estavam lidando emocionalmente”, afirmou em comunicado Justin Lehmiller, autor responsável pela pesquisa.

Essa, no entanto, não era a única motivação. “Uma minoria de participantes relatou entrar em contato com vários outros motivos, incluindo sentir-se sozinho ou entediado, querer sexo ou uma conexão, desejar um toque físico, verificar se eles estavam namorando alguém novo, ver seus filhos em comum e/ou querendo reacender o relacionamento. Devo observar que os participantes podiam selecionar vários motivos, portanto, às vezes, havia vários motivos presentes”, completa.

Isso quer dizer que apenas os solteiros flertaram, enquanto os comprometidos apenas exerceram uma empatia cidadã quase que protocolar ali? Não. Mas, o status de relacionamento influenciou sim nas abordagens.

“Os solteiros tinham mais chance de procurar um ex porque estavam se sentindo sozinhos ou entediados. É um grupo que procurava algo familiar, ou queriam voltar a ficar juntos”, afirma Lehmiller. Ao mesmo tempo, houve sim quem quisesse cometer um adultério pandêmico. “Isso sugere que, para um pequeno número de pessoas, a pandemia pode ter mudado a maneira como se sentiam em relação ao relacionamento atual ou os fez reconsiderar as decisões passadas”, afirma.

Ou seja: você não foi a única pessoa que ficou mexida quando Insegurança, do Pixote, ou Pense em Mim, do Leandro & Leonardo, pipocou na sua playlist.

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“Fala mais, fala”: dia dos namorados vai ser do papo caliente e algo mais http://sexting.blogosfera.uol.com.br/2020/06/11/fala-mais-fala-dia-dos-namorados-vai-ser-do-papo-caliente-e-algo-mais/ http://sexting.blogosfera.uol.com.br/2020/06/11/fala-mais-fala-dia-dos-namorados-vai-ser-do-papo-caliente-e-algo-mais/#respond Thu, 11 Jun 2020 07:00:38 +0000 http://sexting.blogosfera.uol.com.br/?p=895

Hello I’m Nik / Unsplash

Você pode amá-lo, odiá-lo, ignorá-lo ou simplesmente questioná-lo – mas o fato é que 12 de junho, no Brasil, é dia dos namorados. Independente do coronavírus.

O problema é que o coronavírus não é empático ao ponto de poupar os apaixonados. E ignorar uma pandemia em nome do amor não é exatamente inteligente.

Para os casais que moram junto segue uma maravilha. Dá para preparar uma comidinha gostosa, abrir um vinho e se empolgarem em um rala e rola comemorativo. Não tem nada de muito misterioso aí. Será um encontro em casa, gostosinho.

Agora, para os pombinhos confinados em gaiolas diferentes, a coisa pode ser um pouco diferente, certo? Errado. Uma pesquisa mostra que os brasileiros estão planejando fazer exatamente a mesma coisa. Da comidinha ao sexo. A pandemia não vai parar o amor em 2020.

Um estudo organizado com usuários brasileiros do app Happn mostrou que o dia dos namorados brazuca vai rolar, sim, graças à tecnologia.

52% dos 637 respondentes da pesquisas afirmaram que planejam comemorar a data de maneira online.

O método varia: 48% clama que vai investir com conversas online, 44% comemorará via texto e 8% falará apenas no ouvidinho do mozão com áudios.

O mais interessante da pesquisa, no entanto, se refere ao conteúdo dessas comemorações. 22% dos entrevistados já afirmou que a ligação será caliente. Eles esperam que role algum tipo de sexo virtual.

Outros 52% dos respondentes planejam ficar em um papo mais romântico e menos sexual. E 28% planejam um encontro temático, onde realizem atividades juntas: 14% querem ver alguma coisa na TV simultaneamente, 6% planejam ouvir música e 4% estão pensando em fazer uma receita – cada um da sua casa.

A pesquisa, infelizmente, foi feita de maneira eletiva – ou seja, os resultados mostram apenas uma escolha de cada entrevistado. No entanto, no dia de comemorar, fica a dica: dá para fazer todas as atividades as anteriores – e algumas outras. Já comentamos por aqui, por exemplo, do app que está ajudando a organizar ménages durante a pandemia. Quem sabe a comemoração não venha a três?

Aos solteiros fica a dica: no Brasil, o Tinder costuma registrar volumes altíssimos de interação nas datas próximas ao dia dos namorados. Vale dar uma conferida no app se você estiver procurando alguém para conversar, ou trocar um nude ou outro.

É só uma data comemorativa com origens duvidosas? É. Mas nos tempos que estamos, não deixa de ser uma boa notícia ter um dia para comemorar quem amamos.

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Vai rolar: com tesão e ciência, sexo no espaço caminha para virar realidade http://sexting.blogosfera.uol.com.br/2020/06/04/estamos-mais-perto-da-primeira-transa-no-espaco-com-o-projeto-de-elon-musk/ http://sexting.blogosfera.uol.com.br/2020/06/04/estamos-mais-perto-da-primeira-transa-no-espaco-com-o-projeto-de-elon-musk/#respond Thu, 04 Jun 2020 07:00:16 +0000 http://sexting.blogosfera.uol.com.br/?p=880

1979, menos de cinco anos depois do fim da corrida espacial, é possível ver roupas flutuando pela base espacial. No centro do cenário, no entanto, está uma astronauta americana e seu colega britânico, ali, cobertos apenas por um lençol. Eles se beijam e a ausência de gravidade faz com que flutuem nus, com o espaço de fundo. A câmera, então, foca no rosto do rapaz. E é ninguém menos que… Bond. James Bond. O diretor grita “corta”, e então é possível ver as cordas que sustentavam os atores no espaço. O fundo era pintado. Tudo mentira… mas poderia ser verdade?

Neste último sábado (30), o bilionário Elon Musk deu seu primeiro passo na sua jornada espacial: transformou sua empresa, SpaceX, na primeira companhia privada a mandar pessoas ao espaço. Brilhante – mas para ele, só o começo. O sul-africano jura que vai colonizar Marte até o final da década. Muito legal, mas a não ser que ele queira levar apenas celibatos para o espaço, Musk terá que fazer funcionar algo que ainda é um tanto que misterioso: o sexo no espaço.

Jornada nas Estrelas

A Nasa jura que o espaço segue virgem. De acordo com a agência, pessoas nunca transaram entre as estrelas tal qual 007. E qualquer afirmação que vá contra isso hoje é simplesmente especulação. Mas, sinceramente, dá para acreditar. O ambiente espacial não é exatamente libidinoso. Fazer sexo em gravidade zero seria uma baita experiência? Sem dúvida. Uma baita experiência complexa, planejada e um tanto cansativa, no entanto.

Em um vídeo do National Geographic, o divulgador científico Neil deGrasse Tyson explicou como seria o rala-e-rola espacial. Resumindo um pouco, o ato consistiria no casal amarrado com cordas ou velcro para que os movimentos não machucassem ninguém – e não fizessem cada um voar para um lado na hora da transa.

A ausência das transas, no entanto, não significa ausência de sexualidade. A gente sabe, principalmente em tempos de quarentena, que estar sozinho não impede ninguém de gozar.

A masturbação pode ser uma ferramenta valiosa para os astronautas – e a própria Nasa sabe disso.

Prova disso é um estudo de 2014 encontrado pela Vice. Escrito por Marjorie Jenkins, especialista em saúde sexual e consultora da Nasa, a pesquisa crava que ejacular é essencial para que astronautas que portem um pênis se mantenham livres de bactérias infecciosas que crescem na próstata.

Em outras palavras, se aliviar não é exatamente proibido.

O russo Valeri Polyakov que o diga. O cosmonauta mantém o recorde de pessoa que ficou mais tempo fora da Terra: 437 dias e 18 horas flutuando por ali. “Não é segredo pra ninguém que eu estava ansiando [ o sexo]”, afirmou. “O serviço de apoio psicológico mandou para gente alguns bons filmes, que me ajudaram a recuperar nossa força de vontade e agir como um homem adulto normal. Não há nada para se envergonhar”, completou, em um diário publicado pelo Guardian.  Sem meias palavras, ele viu pornô no espaço.

E ele não foi o único. O americano Norm Thagard viveu numa base espacial russa durante missão em 1995 e contou, ao jornal americano Sentinel, lá ter encontrado uma coleção de filmes eróticos franceses e italianos. “Os longas tinham alguma nudez, nada extremo, não tinham cenas de sexo em si, mas não seria recomendável para menores”. Lolita vai à lua?

No mesmo diário, Polyakov afirmou que o governo russo tentou lhe convencer a levar uma boneca inflável na bagagem, mas isso ele negou.

Outro compatriota, Aleksandr Laveykin, falou sobre o assunto em uma entrevista retratada no livro Packing for Mars, escrito por Mary Roach. “Todo mundo me pergunta como faço sexo no espaço. Com a mão, eu respondo!”

Prometheus

O sexo no espaço é inevitável. É quase que uma promessa da ciência. Seja na Lua, em Marte ou em uma galáxia muito, muito distante, a sexualidade é essencial para o ser humano. Se queremos explorar (e quem sabe colonizar) outras planetas, necessariamente, precisaremos do sexo.

Talvez esse sexo não seja tão sci-fi, como o que rolou no Foguete da Morte de Bond? Talvez. Mas com certeza o que pode ser apenas uma transa para o homem, será uma grande relação para a humanidade.

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Aqui, não! Zoom bota até inteligência artificial para achar live de orgia http://sexting.blogosfera.uol.com.br/2020/05/28/aqui-nao-zoom-bota-ate-inteligencia-artificial-para-achar-live-de-orgia/ http://sexting.blogosfera.uol.com.br/2020/05/28/aqui-nao-zoom-bota-ate-inteligencia-artificial-para-achar-live-de-orgia/#respond Thu, 28 May 2020 07:00:33 +0000 http://sexting.blogosfera.uol.com.br/?p=872

Killing Kittens / Divulgação

Há um mês eu apareci aqui falando sobre as orgias online no Zoom. Na impossibilidade de ter encontros físicos, por conta do corona e etc, um dos maiores clubes de sexo do planeta estava usando o videochat para organizar surubas. Um monte de gente daqui amou a ideia, mas sabe que não curtiu? Olha só… o Zoom. A plataforma está declarando guerra ao sexo grupal dentro da marca. Mas os organizadores das festas não estão pensando em parar com elas, não.

Em defesa do Zoom, eis que as orgias nunca foram permitidas na plataforma. Se você olhar nos termos, eles falam sobre isso. “Usuários não devem usar o serviço para: […] participar de nenhuma atividade que é prejudicial, obscena ou indecente (particularmente no que pode ser entendido no contexto empresarial de seu uso). Isso inclui, por exemplo, exibição de nudez, violência, pornografia, material sexualmente explícito, ou atividade criminal”.

Por outro lado, em defesa dos organizadores das festas eróticas, o texto pode dar a entender que o conteúdo sexual não é permitido apenas em contextos de trabalho – o que seria justíssimo, até para servir como um alerta ao assédio em ambientes trabalhistas.

Aparentemente não é o caso. A Rolling Stone gringa apurou que o Zoom não só está incomodado com o sexo na plataforma – como passou a combatê-lo de forma ativa. De acordo com a publicação, a empresa passou a utilizar inteligência artificial para detectar, e derrubar, lives com conteúdo erótico.

“Nós encorajamos nossos usuários a denunciar violações de nossas normas, e nós usamos uma série de ferramentas, incluindo machine learning, para identificar proativamente contas que cometam violações”, afirmou um representante à revista.

Esse contexto inteiro nos leva à uma pergunta inevitável: quem lê aquelas letrinhas miúdas? E, mais importante, onde essas orgias podem rolar sem problemas?

Bom, um olhar mais atento pode te trazer algumas más notícias: você provavelmente veio infringindo algumas boas regras – mesmo que nunca tenha participado de um bacanal digital. O Skype, por exemplo, não só proíbe conteúdo erótico, como também não permite que você fale palavrões durante as lives. F#%*@?

Esse cenário têm feito algumas festas, então, mudarem novamente: das ruas para o Zoom, e do Zoom para outras plataformas. A NSFW, uma descolada casa de swing novaiorquina que vinha atraindo o publico jovem antes da pandemia, por exemplo, começou a organizar suas festas na plataforma Eventcombo (que já providencia também a compra de ingressos para a brincadeira). Há também alguns registros de festas no app Houseparty, e mesmo no Skype (que anda menos rigoroso na perseguição ao conteúdo adulto na sua plataforma).

Mesmo com o Zoom não gostando, também não dá para dizer que as orgias acabaram por lá. O Killing Kittens, que protagonizou nosso outro papo sobre o tema, continua por lá – com a maioria das festas atingindo lotação máxima, vale destacar…

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“Não é você, é o covid”: o mundo lá fora tirou sua vontade de fazer sexo? http://sexting.blogosfera.uol.com.br/2020/05/21/nao-e-voce-e-o-covid-o-mundo-la-fora-tirou-sua-vontade-de-fazer-sexo/ http://sexting.blogosfera.uol.com.br/2020/05/21/nao-e-voce-e-o-covid-o-mundo-la-fora-tirou-sua-vontade-de-fazer-sexo/#respond Thu, 21 May 2020 07:00:33 +0000 http://sexting.blogosfera.uol.com.br/?p=862

twinsfisch / Unsplash

Você está a fim. Não pode sair de casa, pelo menos alguma coisa boa tem que sair disso, né? Aí pensa sobre o assunto, procura um estímulo. Visual, auditivo, se apoia no tato ali. Talvez até comece a sentir o coração bater um pouco mais forte, mas aí vem um número na cabeça: 270 mil… casos confirmados. Dá para ter tesão na quarentena assim?

A resposta é: dá, claro. Há poucas semanas eu mesmo falei a aqui sobre o tesão crescente retratado nas redes – mas há a outra metade da moeda: nem todo mundo se identifica com esse fogo-de-pandemia. E não é difícil entender quem não está no clima de ousar na cama.

Quando falei com Justin Lehmiller, um dos principais sexólogos do planeta, para discutir sobre a libido pandêmica, ele cravou: “Do mesmo jeito que percebemos um aumento em pessoas clamando que estão com muito tesão, há também um outro grupo de pessoas que, no meio dessa situação, estão menos interessadas em sexo do que costumam estar”. Faz sentido, ainda mais no Brasil. É remédio sem comprovação científica sendo endossado como milagre, índice de isolamento abaixo dos 40%, e, meu deus, essa história do menino João Pedro. Fica difícil arrepiar por bons motivos.

Lehmiller chegou a me explicar que o tesão pandêmico vem justamente dessa sensação de que não tem saída, e é melhor aproveitar o que temos pela frente. Continuo acreditando nessa linha de raciocínio. Tanto que lembrei justamente dela esta semana, quando li uma entrevista da também pesquisadora sexual Sarah Melancon ao site Healthline. No papo, Melancon diz que justamente a tentativa de continuar vivo no meio de uma pandemia pode afetar a cama em parte da população. “Há um estresse financeiro que, de alguma forma, é um tipo de estresse de sobrevivência. Nesses casos podemos ver um estímulo maior para a luta, não para a procriação – e a vida sexual é afetada aí”, afirma.

Há ainda uma série de argumentos que podem explicar essa broxada na vida sexual dos quarentenados. Há diversos estudos que associam a libido com problemas no sono (tem alguém dormindo bem por aí?), mudanças na alimentação (mesmo quando elas são positivas) e no aumento de consumo de álcool.

Hayley Catherine / Unsplash

Os solteiros ainda têm o problema de, bom, não poderem encontrar pessoalmente seus crushes.

E os casais ainda podem estar sofrendo com o isolamento conjunto: pares nunca conviveram tanto tempo juntos e isso pode afetar a libido. Um texto do site Mic chegou até a relacionar esse momento com a dificuldade que os animais do zoológico têm em transar, descobri essa semana que há livros inteiros dedicados ao assunto isso. E se atinge leões, por que não afetaria pombinhos?

Em tempos assim não dá para tentar traçar nenhum tipo de comportamento exemplar na cama. Conseguindo se divertir? Que bom, essa dopamina toda pode ser uma aliada agora. Não consegue pensar em sexo? Problema nenhum também, arranje esses hormônios de outro jeito, veja um filme, faça um skype com sua mãe, se distraia porque quando isso acabar, tudo vai virar história. Engraçadas, tristes ou eróticas, não importa. Histórias para mesa de bar. Alguma coisa boa tem que sair disso.

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Filhos da quarentena: o covid trará uma nova leva de bebês daqui a 9 meses? http://sexting.blogosfera.uol.com.br/2020/05/14/filhos-da-quarentena-o-covid-trara-uma-nova-leva-de-bebes-daqui-a-9-meses/ http://sexting.blogosfera.uol.com.br/2020/05/14/filhos-da-quarentena-o-covid-trara-uma-nova-leva-de-bebes-daqui-a-9-meses/#respond Thu, 14 May 2020 07:00:28 +0000 http://sexting.blogosfera.uol.com.br/?p=854

L N / Unsplash

Mundo afora, milhões de casais estão trancafiados em suas próprias casas. E enquanto isso tem ocasionado situações preocupantes (como o aumento da violência doméstica na América Latina), há sem dúvidas um lado bom para os pombinhos. Passar mais tempo junto é inevitável e depois de terminar todas as séries da Netflix, bom, talvez não esteja passando nada na TV… e vocês terminem na cama. Várias vezes. Mas esse sexo pandêmico pode ter alguma consequência? Daqui a nove meses a gente vai ver o resultado no mundo todo? É o que pesquisadores ao redor do mundo estão tentando descobrir.

Há quem diga que não:

A pesquisa mais recente sobre o tema saiu semana passada. Um grupo de cientistas da Universidade de Florença resolveu investigar se uma visita em massa da cegonha podia ser esperada em breve. E a reposta foi não. Pelo menos para os casais que estavam planejando ter um bambino por perto nos próximos meses.

O estudo ouviu 1.482 pessoas e 1.214 delas (81%) cravou que não tinha a menor intenção de conceber uma criança nos próximos tempos. Mais do que isso: 268 entrevistados (37%) desistiu dos planos de ter um filho por enquanto, justamente por causa do corona.

Dá para entender. A justificativa bate justamente nos dois pontos que mais preocupam a gente hoje: dinheiro e saúde. 58% dos correspondentes afirmaram que o motivo de evitar ter crianças agora é a instabilidade financeira que o mundo está vivendo. A Organização Internacional do Trabalho já estimou que pelo menos 195 milhões de pessoas percam o emprego por causa do corona. De fato, não é a melhor época para ter mais uma boca para alimentar. Também 58% (os entrevistados podiam escolher mais de uma alternativa) dos participantes afirmaram que evitaria uma gravidez enquanto não houver certeza de quais efeitos essa pandemia poderia ter sobre a maternidade. Justíssimo.

Olhar para a história com atenção também nos ajuda a entender porque esse momento é tão único, especificamente no quesito de filhos pós-desastre.

Um estudo que procurou entender o boom de crianças depois da gripe espanhola na Noruega deixa isso claro: houve, de fato, um aumento no número de bebês, mas isso aconteceu porque a doença em questão matava muitas crianças. “Provavelmente isso acarretou com que casais tivessem novos filhos para substituir os que foram perdidos”, afirma na conclusão Svenn-Erik Mamelund, pesquisador da Universidade de Oslo e responsável pelo estudo.

Mesmo em relação aos baby boomers, crianças que nasceram após a Segunda Guerra Mundial, um paralelo pode ser arriscado. Em entrevista ao Valor, José Eustáquio Diniz Alves, professor aposentado da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE, explica que há uma diferença brutal entre o passado e o presente: a evolução dos métodos contraceptivos. “Com essa incerteza toda, a fecundidade vai continuar caindo em 2021, vai cair mais ainda em todos os países do mundo”, afirmou.

Mas há quem diga que sim:

Evgeni Tcherkasski / Unsplash

Isso, no entanto, se refere à gravidez desejada. No mundo dos acidentes, a história pode ter alguns outros contornos.

A própria ONU já se mostrou preocupada com o assunto. O Fundo Populacional da Organização produziu um estudo que prevê que até 47 milhões de mulheres ao redor do mundo fiquem sem acesso a métodos contraceptivos por conta da pandemia. A relação se daria pelo fechamento de estabelecimentos de saúde, diminuição nas fábricas e distribuição de medicamentos e métodos – além do simples medo de sair na rua impedir que camisinhas e remédios sejam adquiridos. Sete milhões de crianças nasceriam desse problema.

O problema pode aparecer mesmo em países ricos, como na Inglaterra. O Serviço Britânico de Aconselhamento sobre Gravidez também já afirmou que está esperando “picos” de grávidas nos próximos meses. Mais uma vez por conta da falta de acesso a métodos contraceptivos.

Nesse contexto, é difícil prever o que vai acontecer com muita precisão. O que dá para cravar é que, cada vez menos gente quer ter um filho em meio ao corona – ao mesmo tempo, está ficando difícil se prevenir. Ou seja, tente comprar uma camisinha na próxima ida (de máscara) ao mercado. Vai te ajudar mais do que qualquer um pode prever por enquanto.

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Home office: 51% já viu pornô no computador em que trabalha http://sexting.blogosfera.uol.com.br/2020/05/08/home-office-51-ja-viu-porno-no-computador-em-que-trabalha/ http://sexting.blogosfera.uol.com.br/2020/05/08/home-office-51-ja-viu-porno-no-computador-em-que-trabalha/#respond Fri, 08 May 2020 07:00:20 +0000 http://sexting.blogosfera.uol.com.br/?p=847

Joshua Reddekopp / Unsplash

Home office. Duas palavrinhas com um destaque claro nos últimos meses. Termo em inglês, é um modelo que possibilita parte da população a continuar ganhando um dinheirinho, trabalhando de casa, sem precisar se expor ao coronavírus. Uma realidade, vale ressaltar, para poucos, afinal, tem se mostrado praticamente exclusiva para quem tem mais dinheiro. Sem dúvida um privilégio – mas que tem deixado um pouco menos claro os limites entre o trabalho e a vida pessoal. Prova disso é uma pergunta simples e direta, com pouquíssimos candidatos a respondê-la no detector de mentiras: e aí, você já viu pornô no computador do trabalho?

Um estudo feito pela empresa de cibersegurança Kaspersky entrevistou mais de 6 mil pessoas que vivem no Brasil, Reino Unido, EUA, Austrália, França, Itália, Espanha, Alemanha, Suécia, Rússia, México e Colômbia, e concluiu: mais da metade das pessoas que estão fazendo home office viram pornografia no mesmo computador em que trabalham.

Dentre esses entrevistados, há um grupo especialmente ousado: 18% deles viram conteúdo adulto no próprio computador cedido pela empresa, no note da firma. Outros 33% só não abriram mão do prazer nas próprias máquinas. Esses viram conteúdo erótico nos computadores que já eram deles, mas que, por enquanto, também estão sendo usados para trabalhar remotamente.

Pô, mas a empresa não tem nada a ver com o que funcionários e funcionárias fazem nas suas próprias máquinas, né? Mais ou menos.

Não é exatamente novidade que sites pornôs também costumam ser um porto seguro para vírus e malwares no geral. Também não é exatamente incomum que computadores antigamente pessoais agora estão tendo acesso a documentos até então confinados na máquina do escritório. Essa combinação pode ser perigosa.

Isso quer dizer que o funcionário tem que abrir mão da pornografia em prol do seu empregador? Pelo amor de deus, não. Eu jamais assumirei esse papel de empatador – ainda mais em plena pandemia em que, a gente já sabe, encontrar pessoas para fazer o sexo offline também não é recomendado.

Há um caminho um pouco mais simples: investir em segurança. E isso pode partir tanto do funcionário quanto do patrão. A chefia pode acionar sistemas de proteção, como VPNs, que costumam dificultar invasões e preservar a máquina em questão. O usuário também pode instalar um antivírus no seu próprio PC. Há vários bons por aí, muitos gratuitos (apesar de alguns riscos). Ter uma máquina infectada é ruim, mesmo que isso não irrite seu chefe.

No fim, as dicas de segurança só ganham mais algumas etapas: lave as mãos, tente não sair de casa, baixe um antivírus. Dá para lidar. Agora corre, que o chefe já está te mandando outro e-mail…

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