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App brazuca quer ser o Facebook do sexo e ajudar a achar de sextoy a swing

Felipe Germano

03/05/2019 13h46

Redes sociais e pornografia raramente se conversam. Pelo menos nas grandes redes. Facebook e Instagram banem quase que imediatamente todo conteúdo envolvendo material adulto. Até o Tumblr, que sempre foi visto como a Meca da pornografia hipster, acabou proibindo erotismo na sua plataforma no final do ano passado. A regra é bem clara: quem quiser ver pornografia, que ache outro lugar. E, bom, se depender do brasileiro Felipe Caus, é exatamente isso que vai acontecer.

Felipe é fundador do aplicativo Mundo Erótico. Uma rede social que almeja ser o supra-sumo do erotismo.

Reunindo diversos interesses do público adulto, o app (que é exclusivo para Android) ataca por várias frentes. A aba chamada Social, por exemplo, atua como um Instagram para maiores de idade. Um gigantesco feed com fotos (geralmente picantes) postadas pelos usuários. Eles, inclusive, podem escolher como colocarão as imagens no ar: de forma pública (onde todos podem ver) ou privada (que só permite a visualização após o autor da imagem permitir).

Na mesma aba, inclusive, o aplicativo se dedica a prestar apoio psicológico a vítimas de abuso. "Contratamos dez psicólogos, especialistas em transtornos e bloqueios e abusos sexuais. O usuário entra em contato com nossa equipe via chat, que logo responde. Fazemos um primeiro acompanhamento gratuito e, dependendo de como for a conversa (que pode caminhar para uma videoconferência, se o usuário preferir), indicamos profissionais para um acompanhamento contínuo sobre o tema", explica Felipe.

A sessão Produtos é um Mercado Livre de produtos eróticos. Você consegue ver quais são as sexshops mais próximas, para visitá-las, ou comprar online pelo próprio app. Os lojistas que quiserem se inscrever no aplicativo, alias, só precisam preencher um rápido cadastro.

Outra aba chamada Eventos lista quais são os acontecimentos eróticos que estão acontecendo perto de você nos próximos dias. As festas percorrem pelos mais diversos fetiches, de uma exibição de BDSM a uma festinha de swing, passando por festas dedicadas a cuckold.

Há ainda um espaço chamado Serviços. Ali o usuário pode comprar cursos de BDSM, ou outras temáticas, ou experiências como ensaios fotográficos, palestras ou depilações.

Sorocabano, Felipe tem 32 anos e desde os 28 vem tentando explorar o mercado. "Eu tranquei a faculdade de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, e resolvi criar um aplicativo que ajudasse as pessoas. Foi quando percebi que não tinha nada no mercado erótico. Há muita falta de informação. Me interessei."

A ideia, no entanto, não é inédita. Já existe uma rede social – também brasileira – para o público adulto: a Sexlog. A concorrente hoje é a maior rede adulta da América Latina, com 10 milhões de usuários. Felipe, no entanto, afirma que não vê o embate direto. "Na minha percepção, o público deles gira muito em torno de swing. O nosso, não necessariamente. Além disso, nossa rede é 100% gratuita, e a deles possui áreas pagas. Essa parte premium não está nos nossos planos agora", conta.

Por enquanto ainda não há planos para o app chegar ao iPhone. O aplicativo foi barrado pela Apple, por conta da rígida politica antipornografia da App Store. A promessa é que no próximo mês, o Mundo Erótico também possa ser acessado via navegador, em um site responsivo que trará a brincadeira para os usuários de iOS.

Facebooks à parte, pouco a pouco parece que os amantes de pornografia estão, de fato, achando outros lugares. Veremos.

Sobre o Autor

Felipe Germano é jornalista que escreve sobre Comportamento Humano, Saúde, Tecnologia e Cultura Pop. Para encontrar as boas histórias que procura contar, atravessa o planeta: visitou de clubes de swing e banheiros do sexo paulistanos à sets de cinema hollywoodianos. Trabalhou nas redações da rádio Jovem Pan, site Elástica, Revista Época e Revista Superinteressante - e agora colabora com o UOL.

Sobre o Blog

Sexo é o que há de mais antigo nesse planeta, e tecnologia nos traz o que há de mais moderno. Mesmo sem saber quem foi nosso antepassado mais antigo, dá para cravar: ele transava. Mas se engana quem acha que o sexo não mudou nada desde a primeira vez. A tecnologia evoluiu, e com ela nossos hábitos na cama (ou no chão, ou no celular...). Mas dá para juntar tudo, e divertir-se. Muito prazer, esse é o Sexting.