Topo
Sexting

Sexting

Categorias

Histórico

Os melhores aplicativos de pegação para cada letra de "LGBT"

Felipe Germano

21/06/2019 15h48

A raiz das paradas LGBTQI+ aconteceu há exatos 50 anos. Foi em 1969 que a polícia nova iorquina agrediu, humilhou e deteve frequentadores do Stonewall, um bar que servia de ponto de encontro para gays, lésbicas, bis e trans. Era ali que pessoas da comunidade se encontravam para relaxar, tomar uns drinks e, claro, flertar. A história é enorme (você pode aprender um pouquinho mais sobre ela aqui), mas resumindo bastante: as vítimas não aceitaram. Foram seis dias de protestos em confrontos com a polícia, numa luta que se tornou menos sobre um bar e mais sobre o direito de ser LGBT.

Nessas bodas de ouro (que inclusive são o tema da 23ª parada LGBT de São Paulo – a maior do planeta), uma análise é inevitável. A homofobia inegavelmente continua existindo. Alguns direitos novos foram adquiridos e, definitivamente, para encontrarmos uma cara metade não temos a necessidade irmos a bares. Hoje temos os apps.

Abaixo, listo alguns dos apps focados em cada um dos grupos da sigla LGBT. Porque, claro, todos podem usar o Tinder – mas é sempre bom ter um espacinho para você, seja na sociedade on ou offline.

L – Lésbicas

Mulheres lésbicas e bissexuais estão cheias de alternativas online para encontrar outras moças.

Os três apps mais promissores hoje são o Her, que possui um feed integrado (como do Facebook) facilitando você conhecer um pouco melhor a moça do outro lado do app – e até incentivando uma amizade, mesmo que não role química.

Outro da lista é o Femme, parte do Match Group (dono do Tinder), possui um sistema de atendimento 24 horas por dia – o que é excelente para a segurança das usuárias.

Também existe o Sicssr, que se destaca por uma interface que foca na geolocalização, e mostra mais de uma potencial par por vez. É interessante ver por um modelo diferente do que o tradicional de arrastar para os lados, que o Tinder institucionalizou.

Vale destacar também que o Badoo, apesar de não ser um app focado em mulheres que pegam mulheres, possui uma parte significativa de seu público composta por lésbicas e bis.

G – Gays

O público gay já conhece os mais populares apps oferecidos para caras que pegam caras. Não é à toa, essas marcas estão investindo em publicidade e ações de marketing nos últimos anos.

Os mais famosos são, disparado o Grindr e o Hornet. Ambos feitos para homens gays e bis, os apps possuem comunidades gigantescas – o que ajuda na hora de encontrar mais opções (e, consequentemente, mais encontros). Um destaque é que ambos não dependem de matchs, uma lista de homens próximos aparecem na sua tela, aí basta chamá-los para o chat. Como são extremamente parecidos, o ideal é baixar os dois e variar entre um e outro.

Mas há bons apps fora da obviedade. Um deles é o Growlr, focado em ursos (homens grandes e peludos). Bom para quando você já sabe exatamente que tipo de homem está procurando (ou para ser procurado).

O Taimi é outra novidade. Chegando ao Brasil um dia antes da Parada, em 22/06, o algoritmo do aplicativo seleciona perfis para você dar uma olhada a partir de interesses em comum. Ele também permite a criação de grupos e videochamadas.

B – Bissexuais

Os bis são constantemente apagados da comunidade. O eterno papo do "meio-hetero, meio-homo", que acaba fazendo com que a sociedade sinta que não tem que prestar uma atenção. Até por que eles podem usar todos os apps anteriores e tudo bem, né? Não.

O Bicupid é focado justamente nisso: dar uma atenção especifica para a sexualidade encapsulada no B da sigla. Apesar do aplicativo ser gigantesco na gringa, com mais de um milhão de usuários, por aqui ele ainda tem poucas pessoas utilizando.

Uma outra opção, então, é o Purpled. Enquanto o Bicupid se aproveita de uma estrutura de lista, como o Grindr, o Purpled é baseado no esquema de deslizar para esquerda ou direita, como o Tinder. Esse sim já possui um número maior de homens, mulheres e casais brasileiros.

T – Transgênero

A mais perseguida das letras da sigla: pessoas trans mais do que merecem do que um espaço online para flertar tranquilamente. Os maiores apps dedicados a pessoas transgênero são os Transdr. No plural mesmo, porque há dois com o mesmo nome. Este e este. Ambos seguindo a lógica de Tinder, onde você procura matchs já focados em pessoas trans.

Há, no entanto, outros apps com a mesma temática. Uma pesquisa rápida nas lojas de aplicativo e você encontrará apps como o Trans, e o Teadate. Todos com o intuito de fazer você encontrar alguém legal para passar a noite, o dia, ou quem sabe algum tempo.

Agora é com você, boa sorte nos apps. Talvez você encontre até alguém para ir contigo na Parada ou, claro, em algum bar.

Sobre o Autor

Felipe Germano é jornalista que escreve sobre Comportamento Humano, Saúde, Tecnologia e Cultura Pop. Para encontrar as boas histórias que procura contar, atravessa o planeta: visitou de clubes de swing e banheiros do sexo paulistanos à sets de cinema hollywoodianos. Trabalhou nas redações da rádio Jovem Pan, site Elástica, Revista Época e Revista Superinteressante - e agora colabora com o UOL.

Sobre o Blog

Sexo é o que há de mais antigo nesse planeta, e tecnologia nos traz o que há de mais moderno. Mesmo sem saber quem foi nosso antepassado mais antigo, dá para cravar: ele transava. Mas se engana quem acha que o sexo não mudou nada desde a primeira vez. A tecnologia evoluiu, e com ela nossos hábitos na cama (ou no chão, ou no celular...). Mas dá para juntar tudo, e divertir-se. Muito prazer, esse é o Sexting.