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Com este site (e algumas cordas) sua vida sexual pode mudar

Felipe Germano

28/06/2019 05h05

Montagem sob reprodução TheDutchy

Se você se acha supermoderna(o) por já ter amarrado alguém na cama – ou, pior, se nunca usou cordas no sexo justamente porque acha modernidade demais, eu tenho uma notícia pra você: Isso não é novidade há muito tempo.

Desde século 19, os japoneses praticam Kinbaku, a arte de amarrar parceiros de maneira erótica (e bela), como você vê acima. Na década de 1990 o resto do planeta descobriu a brincadeira. Só que um erro de tradução apareceu no caminho. Gringos mundo afora espalharam que a prática chamava Shibari ("Amarrar", em japonês – só no sentido de dar um laço mesmo, sem nenhum erotismo). Quando perceberam que o termo estava incorreto, já era tarde demais. O Shibari já tinha conquistado fãs por toda parte, todo mundo estava se importando mais com os nós e menos com as palavras nipônicas..

O problema é que é mais fácil ser fã do que praticante. Não é qualquer pessoa que consegue fazer um nó de Shibari. A prática exige uma técnica precisa, aquele tipo de coisa que você só aprende fazendo curso. Mas para isso você tem que investir tempo, dinheiro – e encarar uma sala de aula com direito a professores e colegas. Quer dizer, esse era o cenário. Um site tem dado uma nova opção para quem quer ser um pouco mais prático. O TheDuchy disponibiliza, online, tutoriais detalhados de Shibari.

São 17 tutoriais gratuitos liberados para quem quer arriscar os primeiros passos no mundo do Shibari. As produções ensinam desde qual corda escolher até como fazer um Pentagrama, laço conhecido entre os praticantes.

O conteúdo dos passo a passos varia, mas em sua maioria ele conta com um combo interessante: um vídeo mostra o nó em questão sendo dado, lentamente, para que você não perca nenhum detalhe. Se mesmo assim continuar sentindo que deixou algo para trás, uma sessão de fotos mostra as etapas de maneira estática, para ficar ainda mais fácil de acompanhar. Os laços ainda acompanham um comentário do instrutor, que dá dicas adicionais sobre a manobra (coisas como tamanho da corda ideal, ou prós e contras de cada nó). .

Tudo, infelizmente, é feito em inglês. Um macete, no entanto, ajuda na parte das instruções por foto. Usando o tradutor de seu navegador, as instruções passarão para o português em questão de segundos, como mostro no gif abaixo. Os vídeos, no entanto, não possuem nenhum tipo de legenda.

O site também ressalta a importância de tomar cuidado na hora de praticar o Shibari. As dicas são várias (leia todas aqui) e incluem pontos físicos (como tomar cuidado com áreas de forte circulação sanguínea), mas também noções sociais (sobre a importância de ter cuidado com o parceiro).

Quem realmente gostar da brincadeira pode ir além. O site possui tutoriais exclusivos para membros, que podem escolher entre duas mensalidades: a de $3 (cerca de R$11,50) dá acesso à 18 novos laços. E a de $5 (R$19) te garante todas os tutoriais anteriores e mais 16 inéditos.

Se amarrou na ideia? Deveria!

Se a simples possibilidade de tentar algo novo, e mudar sua vida sexual, não te atraiu, te darei mais um argumento. Praticar BDSM é bom para sua saúde e relacionamento.

Nos últimos 70 anos, pesquisadores traçam os efeitos desse tipo de fetiche no corpo, e os resultados não poderiam ser melhores. "[Os resultados apontam para] redução do stress, aumento da intimidade dos casais, e uma facilidade de atingir o prazer", afirmou ao The Guardian, Brad Sagarin, pesquisador na área de Psicologia da Northern Illinois University.

Quem sabe o que faltava para você se soltar na cama, era ficar um pouco preso…

Sobre o Autor

Felipe Germano é jornalista que escreve sobre Comportamento Humano, Saúde, Tecnologia e Cultura Pop. Para encontrar as boas histórias que procura contar, atravessa o planeta: visitou de clubes de swing e banheiros do sexo paulistanos à sets de cinema hollywoodianos. Trabalhou nas redações da rádio Jovem Pan, site Elástica, Revista Época e Revista Superinteressante - e agora colabora com o UOL.

Sobre o Blog

Sexo é o que há de mais antigo nesse planeta, e tecnologia nos traz o que há de mais moderno. Mesmo sem saber quem foi nosso antepassado mais antigo, dá para cravar: ele transava. Mas se engana quem acha que o sexo não mudou nada desde a primeira vez. A tecnologia evoluiu, e com ela nossos hábitos na cama (ou no chão, ou no celular...). Mas dá para juntar tudo, e divertir-se. Muito prazer, esse é o Sexting.