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Você pode controlar o vibrador de alguém usando este site

Felipe Germano

06/09/2019 07h02

Crédito: Smashicons e Freepik/Flaticon

Cuckolding é o fetiche de ver a sua esposa/namorada/parceira ficando com outra pessoa na sua frente. Dogging é o fetiche de transar na rua, especialmente com estranhos que passam pelo local. Transar com completos desconhecidos e/ou passar a dominância do sexo para outra pessoa não é nenhuma novidade. Mas até agora elas precisam do contato físico. Que os desconhecidos aparecem na sua frente. Isso está para mudar.

A Lovense, produtora de produtos eróticos sediada em Hong Kong, quer colocar uma nova arma na mão dos fetichistas ou interessados em uma brincadeira nova: a de dar o poder do orgasmo para um completo estranho – via internet.

O conceito é relativamente simples: a própria marca chinesa já desenvolve, há alguns anos, vibradores que podem ser controlados remotamente. Logando em um app, ou computador, você consegue controlar a intensidade, ritmo e velocidade de um vibrador específico.

Mas até então isso era feito apenas entre pessoas próximas: você podia controlar seu próprio vibrador, ou passar o controle para um namorado ou namorada, mas a brincadeira acabava por aí. Agora não: a fabricante desenvolveu uma plataforma onde pessoas podem se conhecer (ou não) e dar acesso remoto aos seus respectivos apps.

Para participar da brincadeira basta se cadastrar na Lovense Life. A criação do login é super rápida. Com um email, uma senha e alguns segundo, você já está preparadíssime.

A partir daí é só encontrar alguém que esteja afim de te passar esse controle. Você pode criar um fórum, ou entrar em uma das discussões onde usuários anunciam que estão procurando controlar, ou serem controlados. Tem pra todos os gostos: homens, mulheres, homo, hétero, bi.

O dono do sextoy consegue gerar uma URL, que ele pode distribuir para quem desejar. Quem a acessa vê uma interface simples, que permite controlar os detalhes do vibrador.

Quando o dono cansar, ele consegue encerrar a sessão, e a URL expira. Bom para impedir que o controle não comece a circular em grupos indesejados.

O problema é que, como a brincadeira só funciona com vibradores da Lovense, há mais procura do que oferta. Talvez você tenha que esperar um pouco até conseguir tomar conta de brinquedinho alheio.

Uma dica, no entanto, é ficar de olho no livechat da plataforma. Vira e mexe alguém joga um link lá.

Quem sabe em breve não inventam um novo termo para o fetiche de transar, remotamente, com estranhos que te dominam. Até lá, vale se divertir sem a definição mesmo.

Sobre o Autor

Felipe Germano é jornalista que escreve sobre Comportamento Humano, Saúde, Tecnologia e Cultura Pop. Para encontrar as boas histórias que procura contar, atravessa o planeta: visitou de clubes de swing e banheiros do sexo paulistanos à sets de cinema hollywoodianos. Trabalhou nas redações da rádio Jovem Pan, site Elástica, Revista Época e Revista Superinteressante - e agora colabora com o UOL.

Sobre o Blog

Sexo é o que há de mais antigo nesse planeta, e tecnologia nos traz o que há de mais moderno. Mesmo sem saber quem foi nosso antepassado mais antigo, dá para cravar: ele transava. Mas se engana quem acha que o sexo não mudou nada desde a primeira vez. A tecnologia evoluiu, e com ela nossos hábitos na cama (ou no chão, ou no celular...). Mas dá para juntar tudo, e divertir-se. Muito prazer, esse é o Sexting.