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Robôs sexuais podem respirar? É o que suas fabricantes estão buscando

Felipe Germano

01/11/2019 04h00

Emma, CloudClimax | Divulgação

Robôs, você sabe, não precisam respirar. Isso pode ser uma grande vantagem na hora de escavar para procurar vítimas soterradas, ou na hora de trabalhar debaixo da água. Mas pode ser um problema na hora… H.

Faz sentido: o principal objetivo dos robôs sexuais é replicar, com a maior fidelidade possível, uma transa real. É por isso que empresas que fazem esses sextoys investem milhões em inteligência artificial e peles sintéticas de alta qualidade. Tudo isso, no entanto, vale pouco se o corpo na sua frente não reproduz funções básicas como a respiração.

Hoje, a experiência de transar com um robô erótico é quase a mesma do que fazer sexo com um manequim. Um manequim mais confortável do que os das lojas? Com certeza. Mas ainda é um objeto que retrata o corpo humano de maneira simples demais. É justamente por isso que empresas estão investindo

A empresa britânica CloudMax e a chinesa AI-AITech revelaram que seu novo foco é construir um robô que simula a respiração – e que o processo de desenvolvimento já começou. A ideia é justamente se aproximar mais do corpo humano, para trazer uma experiência pelo menos um pouco mais realista.

A característica vai ser introduzida nas novas linhas da robô Emma, já vendida pelas empresas. Atualmente, a robô é capaz de falar frases simples, como "bom dia", "boa tarde" e "boa noite", além fazer um papel de secretária eletrônica básica, reproduzindo lembretes como "amanhã é aniversário da sua avó!".

Fisicamente a máquina também já tenta reproduzir uma outra função básica do corpo humano: a temperatura. As Emmas possuem um aquecedor interno que as mantém sempre 36ºC.

O preço para isso, no entanto, é salgado. Uma Emma custa £ 2.799 (R$ 14.500). E, pior, o resultado não é muito bom não. O vídeo abaixo mostra quão mal articulada e simples a boneca ainda é.

As empresas ainda não têm uma data de lançamento para as novas versões da Emma, que também devem conseguir movimentar os braços e pernas – algo que até hoje é extremamente raro entre os sextoys.

De qualquer forma, a data de lançamento da boneca é menos importante — até porque provavelmente ela não será incrivelmente realista. Bem mais interessante é notar que essa indústria está cada vez mais focada em replicar características de seres humanos para que um dia, aí sim, robôs sexuais sejam realmente sexy.

Sobre o Autor

Felipe Germano é jornalista que escreve sobre Comportamento Humano, Saúde, Tecnologia e Cultura Pop. Para encontrar as boas histórias que procura contar, atravessa o planeta: visitou de clubes de swing e banheiros do sexo paulistanos à sets de cinema hollywoodianos. Trabalhou nas redações da rádio Jovem Pan, site Elástica, Revista Época e Revista Superinteressante - e agora colabora com o UOL.

Sobre o Blog

Sexo é o que há de mais antigo nesse planeta, e tecnologia nos traz o que há de mais moderno. Mesmo sem saber quem foi nosso antepassado mais antigo, dá para cravar: ele transava. Mas se engana quem acha que o sexo não mudou nada desde a primeira vez. A tecnologia evoluiu, e com ela nossos hábitos na cama (ou no chão, ou no celular...). Mas dá para juntar tudo, e divertir-se. Muito prazer, esse é o Sexting.

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