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Botão do pânico do Tinder é "guarda-costas silencioso", diz empresa

Felipe Germano

24/01/2020 18h00

 

Divugacao/ Tinder

Todo mundo que já usou o Tinder tem uma história de date ruim. Isso já gerou até TT no Twitter. Mas quando a situação deixa de ser engraçada e começa a dar medo, é necessário mais do que contar essa história em 280 caracteres – às vezes é preciso chamar a polícia. É exatamente para essa situação que o Tinder anunciou sua nova ferramenta: um botão do pânico para emergências.

A ferramenta ainda não está disponível no Brasil e é feita em parceria com a Noonlight, uma startup de segurança que, por enquanto, atua apenas nos EUA. Mas por aqui seria, no mínimo, útil.

Na prática o mecanismo é simples, mas completo. Se durante um encontro você se sentir ameaçada(o), basta abrir o aplicativo e apertar o botão de emergência. Isso iniciará um protocolo de socorro.

Para que a polícia não seja chamada só porque o botãozinho foi pressionado sem querer, enquanto estava no seu bolso, você ainda vai poder cancelar o pedido. O aplicativo te perguntará se você quer passar seu código de segurança, para desativar o chamado. A pergunta primeiro virá por mensagem e, depois, por ligação. Caso não haja resposta, a polícia é acionada. Nesse momento, o GPS do celular é acionado, para enviar ajuda ao local preciso.

"Se for um alarme falso, o pior dos cenários é alguém batendo na sua porta. Não é a pior coisa do mundo", afirmou, ao The Wall Street Journal, Mandy Ginsberg, diretora executiva da Match Group (empresa dona do Tinder).

A parceria com a Noonlight ainda apresenta outras ferramentas paralelas. É possível, por exemplo, criar uma timeline de segurança. Ao marcar um encontro você poderá registrar com quem está saindo, onde e quando. Caso algo aconteça, tudo estará descrito.

Outra função aparentemente inofensiva quase como uma daquelas plaquinhas de "Cuidado, cão raivoso", para espantar pessoas má intencionadas. Todos que quiserem ser protegidos pela Noonlight (para isso basta que os americanos permitam o aplicativo) terão o logo da empresa de segurança ao lado de seu nome. É um aviso de que a pessoa está sendo monitorada para perigos.

"O Noonlight age como um guarda-costas silencioso quando você está só ou encontrando alguém pela primeira vez", diz Brittany LeComte, cofundadora e CCO do Noonlight, em comunicado. "Agora, por meio de nossa integração com o Tinder, pode servir como uma proteção ágil, ajudando a conter comportamentos impróprios e ajudando os membros a conhecerem os matches com maior confiança. É uma medida de segurança inovadora para ajudar a proteger os membros do Tinder mesmo após levarem as interações do aplicativo para a vida real", completa.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Felipe Germano é jornalista que escreve sobre Comportamento Humano, Saúde, Tecnologia e Cultura Pop. Para encontrar as boas histórias que procura contar, atravessa o planeta: visitou de clubes de swing e banheiros do sexo paulistanos à sets de cinema hollywoodianos. Trabalhou nas redações da rádio Jovem Pan, site Elástica, Revista Época e Revista Superinteressante - e agora colabora com o UOL.

Sobre o Blog

Sexo é o que há de mais antigo nesse planeta, e tecnologia nos traz o que há de mais moderno. Mesmo sem saber quem foi nosso antepassado mais antigo, dá para cravar: ele transava. Mas se engana quem acha que o sexo não mudou nada desde a primeira vez. A tecnologia evoluiu, e com ela nossos hábitos na cama (ou no chão, ou no celular...). Mas dá para juntar tudo, e divertir-se. Muito prazer, esse é o Sexting.