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Firme aí, amigão! App faz papel de coach para combater a ejaculação precoce

Felipe Germano

10/02/2020 04h00

Personagem usado na divulgação do app (Divulgação)

-Já?

Com esses três caracteres qualquer um consegue destroçar a autoestima de um homem na cama.

Não que seja injusto, muito pelo contrário. Um estudo feito pela holandesa Universidade de Utrecht mostrou que os homens levam, em média, 5:20 minutos para chegar ao orgasmo. As mulheres em situações heterossexuais, por outro lado, precisam de 13:20 minutos, de acordo com uma pesquisa indiana recente. São quase três vezes mais. Em via de regra as moças vivem se perguntando se já acabou, mesmo quando não repassam o questionamento para o cara ao lado. E, como a sexóloga e colunista aqui do UOL Regina Navarro Lins aponta: isso rola há muito tempo.

Pois bem, mais uma vez a tecnologia aparece para tentar dar uma mãozinha e fazer menos mulheres ficarem, bem, na mão. O aplicativo (disponível para Android e para iOS) e extensão de Google Chrome, Pea tem como objetivo fazer os caras durarem mais na cama.

A internet está repleta de soluções mágicas para fazer caras não terminarem tão rápido. Nos últimos meses ignorei todas porque sexo é saúde e ninguém deveria ficar pegando receita fora do consultório; o Pea, por outro lado, estou recomendando por um motivo muito simples: ele só serve para você se conhecer melhor. Nenhum medicamento ou fórmula envolvida.

O conceito é bem simples: você abre o app ou a extensão na hora que estiver afim de treinar. Depois disso trace uma meta: você quer tirar quanto? 3 minutos? 7? 13:20? É só digitar qualquer número. Um contagem regressiva começará.

Contagem Regressiva (Divulgação/ Pea)

O objetivo é que você chegue lá só depois que o cronômetro zerar. Não conseguiu? Sem problemas. Aperte o botão que para a contagem. Não importa se você ficou 3 horas ou 3 segundos, o sistema vai deixar o valor linkado ao seu perfil. Calma ninguém pode ver, é só seu.

Conforme você for tentando mais vezes, o sistema vai criando um gráfico que mostra quanto você durou em cada uma das vezes. Para você sacar um pouco melhor como você funciona.

Gráfico do aplicativo mostra evolução do desempenho do usuário ( Divulgação/ Pea)

Pea ainda conta com pequenas aulas que te dão dicas para como durar mais. São coisas simples: preste atenção nas sensações que você tem antes de gozar, para conseguir ler o que vai acontecer antes de realmente rolar, use a respiração para controlar seus batimentos cardíacos (e seu nível de excitação) e coisinhas do tipo. Tentar não vai te fazer mal. Mesmo que não funcione com você, não deixa de ser uma forma de se conhecer. A primeira aula está abaixo e as outras ficam disponíveis no canal do Youtube deles. Como o vídeo é em inglês, se você não falar a língua dos yankees basta ativar as legendas automáticas (clicanco na engranagem, depois em Legendas > Traduzir automaticamente > Português)

O app, no entanto, peca em seus momentos finais. Após fechar o cronômetro ele dá sugestões de como te ajudar a durar mais. Entre elas existe a sugestão de sprays que retardam o momento do orgasmo, por exemplo. Aqui deixo meu apelo: IGNOREM ESSA PARTE DA FERRAMENTA. Não use nada sem antes passar em um urologista ou um terapeuta sexual.

No Brasil, um a cada três homens têm ejaculação precoce, de acordo com Sociedade Brasileira de Urologia. Não há vergonha nenhuma nisso. Vergonha é se acomodar na situação, não procurar ajuda e toda hora ouvir a mesma pergunta: Já?

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Felipe Germano é jornalista que escreve sobre Comportamento Humano, Saúde, Tecnologia e Cultura Pop. Para encontrar as boas histórias que procura contar, atravessa o planeta: visitou de clubes de swing e banheiros do sexo paulistanos à sets de cinema hollywoodianos. Trabalhou nas redações da rádio Jovem Pan, site Elástica, Revista Época e Revista Superinteressante - e agora colabora com o UOL.

Sobre o Blog

Sexo é o que há de mais antigo nesse planeta, e tecnologia nos traz o que há de mais moderno. Mesmo sem saber quem foi nosso antepassado mais antigo, dá para cravar: ele transava. Mas se engana quem acha que o sexo não mudou nada desde a primeira vez. A tecnologia evoluiu, e com ela nossos hábitos na cama (ou no chão, ou no celular...). Mas dá para juntar tudo, e divertir-se. Muito prazer, esse é o Sexting.

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