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Carregou? A bateria do seu celular ajuda a definir se você vai transar hoje

Felipe Germano

13/03/2020 04h00

Alasdair Elmes/ Unsplash

O que te atrai em uma pessoa, ao ponto de te levar para a cama? Os olhos? O jeito de falar? As pernas? A bateria do seu celular? Pois é. Um estudo da canadense Universidade Politécnica Kwantlen aponta que a carga do seu celular pode ter um papel definidor na hora de você escolher se vai ou não fazer sexo.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores entrevistaram 261 homens que fazem sexo com outros homens (sejam eles gays, bis ou quaisquer outra orientação que se denominarem). Todos eram apresentados a uma mesma mensagem de texto. Tratava-se da simulação de uma troca de mensagens cuja tradução seria:

Os participantes, então, deveriam responder se topariam ou não o convite para a transa, caso estivessem naquela situação. Tudo muito claro – se não houvesse um pormenor. Todas as pessoas recebiam a mesma imagem, a não ser por um mero detalhe: o nível de bateria. Dividido em três grupos, o projeto exibia imagens onde o celular estava com 5%, 20% ou o completíssimo 100%.

Eis que os participantes com menor nível de bateria tendiam a concordar mais com o sexo repentino.

Os pesquisadores acreditam que isso acontece pelo que chamam de "O Efeito da Hora de Fechar". Usado para medir o comportamento em bares, esse padrão mostra que, conforme a hora do estabelecimento fechar se aproxima, solteiros e solteiras tendem a achar as pessoas disponíveis mais atraentes. Não, não é por causa do álcool envolvido – é porque o número de opções começa a diminuir e a tensão de você ter pouco tempo para não sair no zero a zero aquela noite acaba deixando você menos seletivo.

Em outras palavras: o risco iminente do celular morrer no meio da conversa, eliminando de vez as chances daquela transa, pressionam a pessoa – que tende a topar.

Vale ressaltar que, por ter sido feito apenas com homens que transam com homens, o estudo não necessariamente diz respeito ao restante da população. Mas faria total sentido se dissesse, já que o tal do efeito da hora de fechar é encontrado em todos os gêneros.

"Os resultados deste estudo contribuem para entender como vários fatores influenciam a tomada de decisões em aplicativos de relacionamento, como o efeito de uma bateria acabando. Esse tipo de descoberta pode ter uma função prática na educação sexual e ajudar os usuários desses aplicativos", afirmam os pesquisadores na conclusão do estudo.

Sobre o Autor

Felipe Germano é jornalista que escreve sobre Comportamento Humano, Saúde, Tecnologia e Cultura Pop. Para encontrar as boas histórias que procura contar, atravessa o planeta: visitou de clubes de swing e banheiros do sexo paulistanos à sets de cinema hollywoodianos. Trabalhou nas redações da rádio Jovem Pan, site Elástica, Revista Época e Revista Superinteressante - e agora colabora com o UOL.

Sobre o Blog

Sexo é o que há de mais antigo nesse planeta, e tecnologia nos traz o que há de mais moderno. Mesmo sem saber quem foi nosso antepassado mais antigo, dá para cravar: ele transava. Mas se engana quem acha que o sexo não mudou nada desde a primeira vez. A tecnologia evoluiu, e com ela nossos hábitos na cama (ou no chão, ou no celular...). Mas dá para juntar tudo, e divertir-se. Muito prazer, esse é o Sexting.