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Sexting

Decoração que dá prazer: discreto, novo vibrador se disfarça de luminária

Felipe Germano

20/08/2020 04h00

Divulgação / Biird

A gaveta da cômoda do quarto. Nos filmes, esse espacinho minúsculo é quase que sagrado. Em via de regra é lá, e só lá, que se guardam sex toys. Um desperdício, pelo menos de acordo com os produtores de um novo toy. Se depender deles, seu próximo brinquedinho vai ocupar um espaço um pouco mais central na sua casa. Pode colocar o vibrador na mesa da sala. As visitas talvez até elogiem.

Criado pela holandesa Biird, o sex toy em questão é o Obii: um vibrador que, quando convém, se disfarça de luminária.

A ideia toda se apoia em torno do carregador do vibrador: uma base circular que emite uma suave luz amarelada, forte o suficiente para permitir que você leia um livro sem acender a lâmpada da sala.

Ainda não se convenceu? O brinquedinho vem com um domo que, acoplado ao carregador, deixa ainda mais difícil imaginar ele em meio a consolos num sex shop qualquer.

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O resultado é uma peça bonitona. E quem está dizendo isso não sou eu, mero jornalista, é quem entende do assunto. O sex toy foi um dos escolhidos na edição passada do Red Dot, festival que desde 1955 premia os melhores exemplos do design ao redor do mundo.

Isso, vale destacar, só é possível pelo tipo de vibrador que o Obii se propõe a ser: um sugador. O objetivo do gadget é focar apenas no clitóris. Ele vibra, suga, mas não tem intuito de penetrar. Rapidinho, então, ele foge daquele clichê que é o sex toy fálico –o que facilita bastante na hora de camuflar ele entre a decoração.

Mas o objetivo do Obii não era enganar apenas a senhora sua mãe."Quando começamos a desenvolver o produto, ficamos surpresos sobre como ainda temos tantas restrições à expressão da nossa sexualidade", afirmaram representantes da marca ao jornal britânico Metro. A ideia é que o disfarce ajude o brinquedinho a entrar onde, por ser um sex toy, não deveria estar. Países como a Tailândia, por exemplo, proíbem a entrada de sex toys.

O que não dá para disfarçar, no entanto, é o preço. O brinquedo pode pesar no bolso, principalmente com o real não valendo tanto assim no cenário internacional. O Obii sai por US$ 89 (ou salgados R$ 490). Com o frete, pode esperar um valor ainda maior: em uma simulação para São Paulo, o montante sobe para R$ 570. Mais caro do que muita luminária, de verdade, por aí.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Felipe Germano é jornalista que escreve sobre Comportamento Humano, Saúde, Tecnologia e Cultura Pop. Para encontrar as boas histórias que procura contar, atravessa o planeta: visitou de clubes de swing e banheiros do sexo paulistanos à sets de cinema hollywoodianos. Trabalhou nas redações da rádio Jovem Pan, site Elástica, Revista Época e Revista Superinteressante - e agora colabora com o UOL.

Sobre o Blog

Sexo é o que há de mais antigo nesse planeta, e tecnologia nos traz o que há de mais moderno. Mesmo sem saber quem foi nosso antepassado mais antigo, dá para cravar: ele transava. Mas se engana quem acha que o sexo não mudou nada desde a primeira vez. A tecnologia evoluiu, e com ela nossos hábitos na cama (ou no chão, ou no celular...). Mas dá para juntar tudo, e divertir-se. Muito prazer, esse é o Sexting.