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Home office: 51% já viu pornô no computador em que trabalha

Felipe Germano

08/05/2020 04h00

Joshua Reddekopp / Unsplash

Home office. Duas palavrinhas com um destaque claro nos últimos meses. Termo em inglês, é um modelo que possibilita parte da população a continuar ganhando um dinheirinho, trabalhando de casa, sem precisar se expor ao coronavírus. Uma realidade, vale ressaltar, para poucos, afinal, tem se mostrado praticamente exclusiva para quem tem mais dinheiro. Sem dúvida um privilégio – mas que tem deixado um pouco menos claro os limites entre o trabalho e a vida pessoal. Prova disso é uma pergunta simples e direta, com pouquíssimos candidatos a respondê-la no detector de mentiras: e aí, você já viu pornô no computador do trabalho?

Um estudo feito pela empresa de cibersegurança Kaspersky entrevistou mais de 6 mil pessoas que vivem no Brasil, Reino Unido, EUA, Austrália, França, Itália, Espanha, Alemanha, Suécia, Rússia, México e Colômbia, e concluiu: mais da metade das pessoas que estão fazendo home office viram pornografia no mesmo computador em que trabalham.

Dentre esses entrevistados, há um grupo especialmente ousado: 18% deles viram conteúdo adulto no próprio computador cedido pela empresa, no note da firma. Outros 33% só não abriram mão do prazer nas próprias máquinas. Esses viram conteúdo erótico nos computadores que já eram deles, mas que, por enquanto, também estão sendo usados para trabalhar remotamente.

Pô, mas a empresa não tem nada a ver com o que funcionários e funcionárias fazem nas suas próprias máquinas, né? Mais ou menos.

Não é exatamente novidade que sites pornôs também costumam ser um porto seguro para vírus e malwares no geral. Também não é exatamente incomum que computadores antigamente pessoais agora estão tendo acesso a documentos até então confinados na máquina do escritório. Essa combinação pode ser perigosa.

Isso quer dizer que o funcionário tem que abrir mão da pornografia em prol do seu empregador? Pelo amor de deus, não. Eu jamais assumirei esse papel de empatador – ainda mais em plena pandemia em que, a gente já sabe, encontrar pessoas para fazer o sexo offline também não é recomendado.

Há um caminho um pouco mais simples: investir em segurança. E isso pode partir tanto do funcionário quanto do patrão. A chefia pode acionar sistemas de proteção, como VPNs, que costumam dificultar invasões e preservar a máquina em questão. O usuário também pode instalar um antivírus no seu próprio PC. Há vários bons por aí, muitos gratuitos (apesar de alguns riscos). Ter uma máquina infectada é ruim, mesmo que isso não irrite seu chefe.

No fim, as dicas de segurança só ganham mais algumas etapas: lave as mãos, tente não sair de casa, baixe um antivírus. Dá para lidar. Agora corre, que o chefe já está te mandando outro e-mail…

Sobre o Autor

Felipe Germano é jornalista que escreve sobre Comportamento Humano, Saúde, Tecnologia e Cultura Pop. Para encontrar as boas histórias que procura contar, atravessa o planeta: visitou de clubes de swing e banheiros do sexo paulistanos à sets de cinema hollywoodianos. Trabalhou nas redações da rádio Jovem Pan, site Elástica, Revista Época e Revista Superinteressante - e agora colabora com o UOL.

Sobre o Blog

Sexo é o que há de mais antigo nesse planeta, e tecnologia nos traz o que há de mais moderno. Mesmo sem saber quem foi nosso antepassado mais antigo, dá para cravar: ele transava. Mas se engana quem acha que o sexo não mudou nada desde a primeira vez. A tecnologia evoluiu, e com ela nossos hábitos na cama (ou no chão, ou no celular...). Mas dá para juntar tudo, e divertir-se. Muito prazer, esse é o Sexting.