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Sexo sem embromation: robô te ensina a mandar mensagens calientes em inglês

Felipe Germano

13/08/2020 04h00

canva

O sexting, envio de mensagens calientes, já existe há um bom tempo. Mesmo se a gente ignorar os séculos de amantes enviando cartinhas fogosas, por correio mesmo. Prova disso é que o próprio termo já já completa maioridade: ele foi cunhado em uma matéria de 2004. Haja emoji de foguinho nesses 16 anos.

Foi em 2020, no entanto, que ele se consagrou.

Para quem respeitava o isolamento social, não fazia muita diferença entre conversar com uma pessoa que está há 1, 10 ou 10.000 kms de distância. Como o contato físico está fora de cogitação em qualquer uma das opções, o CEP do pretendente virou só mais um tópico de xaveco.

E as empresas que ganham dinheiro na base do flerte alheio perceberam isso rapidinho. O Tinder liberou por um tempo que você desse match com pessoas de qualquer canto do planeta, apps focados em ménage também seguiram a mesma linha, e as já famosas orgias do Zoom, para pessoas de todo o globo, explodiram. A internet se transformou numa maravilhosa Pangeia para maiores.

No entanto, quem estava feliz da vida em fazer uma tour mundial do flerte pode ter esbarrado em um ou dois probleminhas com a língua.

Mesmo quem sabe inglês pode não estar 100% preparado para trocar mensagens libidinosas em outro idioma. Provavelmente esse não era um tópico da aulinha de inglês, e quem aprendeu na marra, vendo séries, filmes, pode não ter essa exata referência.

E tudo bem, porque tem um robozinho pronto para te ajudar com isso.

O Slutbot nada mais é do que um robô que te ensina a mandar mensagens eróticas. Praticamente um Robo Ed para adultos – que só fala a língua da rainha

Desenvolvido pela Juicebox, uma plataforma de educação sexual americana, o robozinho é bastante intuitivo.

Para testá-lo, tudo que você precisa fazer é mandar uma mensagem no Facebook para a página da empresa, que você encontra aqui. É só digitar "slutbot" e enviar.

O sistema, então, vai gerar um bot a partir das suas características. Para isso te perguntará algumas coisas: quantos anos você tem? Qual seu gênero? Neste momento, você está afim de xavecar um robô masculino ou feminino?

Um desenho simbolizando o seu robozinho aparecerá. Ele ou ela são sexies? Nem um pouco. Então talvez um pouco de imaginação seja necessária para entrar no clima, mas, de qualquer forma, isso significa que você já pode começar.

A dinâmica é tão simples quanto poderia ser: você manda uma mensagem e a máquina responde. Ao mesmo tempo, algumas dicas são dadas:

"Diga o que você quer fazer", "fale como você está se sentindo", ou "descreva coisas que você acabou de fazer" são alguns dos toques dados pela máquina.

Você também pode controlar a temperatura da conversa, dizendo se quer um clima mais quente logo de cara ou prefere um papo mais carinhoso.

É interessante também que o sistema traz o conceito de palavra de segurança, uma tática muito usada pela comunidade sadomasoquista, onde quando você fala uma palavra específica a brincadeira tem que parar. Se cansar de falar com o robozinho digite "Pineapple", que automaticamente a coisa para.

A brincadeira está longe de ser perfeita. O robô, quando não entende alguma coisa, segue o jogo como se nada tivesse acontecendo. Tem um roteiro bem limitado, muito fácil de quebrar. Mas se você brincar no espírito, sem a intenção de cornetar, dá para se divertir.

Mais do que isso, dá para aprender bem. Vendo como o slutbot fala, você consegue pegar uns macetes sobre como você pode falar.

O amor, e o sexo, são línguas universais – mas se um bot pode te ajudar nessa, por que não? Ninguém precisa esperar 16 anos, para entrar na próxima moda sexual remota.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre o Autor

Felipe Germano é jornalista que escreve sobre Comportamento Humano, Saúde, Tecnologia e Cultura Pop. Para encontrar as boas histórias que procura contar, atravessa o planeta: visitou de clubes de swing e banheiros do sexo paulistanos à sets de cinema hollywoodianos. Trabalhou nas redações da rádio Jovem Pan, site Elástica, Revista Época e Revista Superinteressante - e agora colabora com o UOL.

Sobre o Blog

Sexo é o que há de mais antigo nesse planeta, e tecnologia nos traz o que há de mais moderno. Mesmo sem saber quem foi nosso antepassado mais antigo, dá para cravar: ele transava. Mas se engana quem acha que o sexo não mudou nada desde a primeira vez. A tecnologia evoluiu, e com ela nossos hábitos na cama (ou no chão, ou no celular...). Mas dá para juntar tudo, e divertir-se. Muito prazer, esse é o Sexting.